. . : : A RAÇA DÁLMATA
APARÊNCIA GERAL: O Dálmata é
um cão balanceado, forte, musculoso, ativo e de porte elegante,
simétrico na aparência, sem ser grosseiro ou pesado,
capaz de grande resistência combinada com bastante velocidade.
Inteligente na expressão.
CABEÇA: comprimento moderado, crânio
plano, bem largo entre as orelhas, porém refinado. Bem
definido nas têmporas, delineando-se suavemente, sem se
alargar nas faces, stop moderado. De perfil não forma uma
linha reta do nariz ao occipital; inteiramente desprovida de rugas.
Faltas: cabeça larga ou curta, pele enrugada, stop muito
marcado ou falta de stop.
OLHOS: bem colocados, moderadamente separados,
de tamanho médio, arredondados, brilhantes, com expressão
alerta e inteligente, as pálpebras dos olhos são
ligeiramente amendoadas, sua cor varia, dependendo das marcas
do animal:
Na variedade branco/preta, os olhos devem ser escuros, negros
ou marrons, nunca claros ou amarelos.
Na variedade branco/fígado, os olhos devem ser escuros,
marrons de preferência, ainda que possam ser aceitas as
cores mais claras, como a cor âmbar ou amarela. As bordas
circundantes devem ser pretas, na variedade branco/preta, e marrom,
na variedade branco/fígado; em nenhuma das variedades se
permite a cor rosada, causada pela ausência de pigmentação.
Faltas: olhos muito juntos ou separados, fundos ou proeminentes,
de cor clara ou azuis. Os cães de olhos azuis não
devem ser premiados. A ausência de pigmentação
nas pálpebras acima de 10% é considerada falta grave.
NARIZ: sempre preto na variedade branco/preta
e marrom na variedade branco/fígado.
Faltas: nariz despigmentado.
FOCINHO: deve ser longo e forte, nunca pontudo,
com lábios secos, bastante apertados e bem definidos. Os
dentes (42) devem fechar com mordedura em tesoura, os incisivos
superiores tocam apenas a parte anterior dos inferiores.
Faltas: focinho pontudo, lábio inferior caido, prognatismo
inferior ou superior.
ORELHAS: de inserção alta e de
tamanho moderado, largas na base, afilando-se gradualmente até
a ponta arredondada. Textura fina, mantidas junto à cabeça
e pendentes, preferivelmente marcada com pintas bem separadas.
Faltas: má inserção, pontudas, com manchas
abundantes em forma de patch.
PESCOÇO: deve ser bastante longo, bem
arqueado, leve, afilado, sem barbeIa.
Faltas: pescoço curto e com barbeia.
CORPO: o peito não deve ser exageradamente
largo, porém muito profundo e amplo; costelas moderadamente
arqueadas, a região da cernelha bem definida; dorso vigoroso,
firme, musculoso, ligeiramente arqueado na região lombar.
Faltas: peito muito estreito, sem profundidade, costelas demasiadamente
arqueadas ou de barril, fraco ou sem musculatura.
ANTERIORES: devem ser retos, com ossos fortes
e redondos. Os ombros devem ser moderadamente inclinados, limpos
e com boa musculatura. Cotovelos bem aderidos ao corpo, com ligeira
elasticidade nos carpos.
Faltas: ombros demasiadamente inclinados e sem musculatura, cotovelos
abertos, falta de elasticidade nos carpos.
POSTERIORES: as coxas devem ser musculosas, limpas
e arredondadas, com boa angulação; jarretes curtos,
estando em equilíbrio com os membros anteriores.
Faltas: membros anteriores sem angulaçáo, retos,
fracos, jarrete de vaca.
PES: redondos, compactos, dedos bem arqueados
(pé de gato), almofadas plantares redondas, fortes e elásticas.
Unhas brancas ou pretas, ria variedade branco/preto; brancas ou
marrons na variedade branco/fígado.
Faltas: pés chatos, dedos abertos, mãos desviadas,
unhas sem cortar.
CAUDA: de inserção média,
seu comprimento deve chegar até a articulação
do jarrete, grossa na inserção, afilando-se discretamente
até seu final. Em movimento, pode ser portada com uma ligeira
curvatura para cima, nunca enrolada; preferivelmente, deverá
ter pintas.
Faltas: cauda curta ou enrolada, inserção alta ou
baixa, enrolada e sem pintas.
PELAGEM: pêlo curto, duro e denso, de aspecto
liso e brilhante.
Faltas: pêlo lanoso ou sedoso, opaco e ressecado.
COR: a cor básica em ambas as variedades
é o branco puro. A cor das pintas ria variedade branco/preto,
deve ser o preto intenso. Na variedade branco/fígado, deve
ser o marrom escuro. As pintas não devem se misturar umas
nas outras; deverão ser bem definidas e bem distribuídas
por todo o corpo. De preferência, deverão ter um
diâmetro de 1 a 4 cm. As pintas do focinho, cabeça,
patas e cauda, geralmente são menores.
Faltas: cães com patches, marcações tricolores
ou qualquer coloração a não ser o preto com
branco e o figado com branco, não deverão ser premiados.
Cães com manchas tricolores são aqueles que possuem
manchas pretas na coloração branco/fígado,
ou vice-versa. O patch se manifesta desde o nascimento e érepresentado
por qualquer coloração sólida de cor preta
ou figado, sensivelmente maior que as demais pintas do animal.
TAMANHO: machos de 55 a 61 cm; fêmeas de
50 a 58 cm.
Faltas: altura maior ou menor que o especificado.
MOVIMENTAÇÃO: o Dálmata
deve mostrar grande cobertura em movimento, com ação
suave, rítmica, e poderosa, passo comprido, porte distinto
e elegante. Visto por trás, as pernas traseiras devem mover-se
em linhas paralelas, seguindo os membros anteriores em um só
plano. Visto de frente, os membros anteriores não devem
remar, nem soltar os cotovelos.
Faltas: passada curta, sem paralelismo, sem alcance e propulsão.
Não devem abrir muito as pernas dianteiras e não
devem remar.
TEMPERAMENTO: de caráter dócil
e amável, nunca tímido ou agressivo.
Faltas: agressividade ou timidez.
FALTAS GRAVES: manchas pretas e de cor fígado
no mesmo cão (tricolor), manchas amarelas ou de cor limão
na variedade branco/figado, cor bronzeada ou defeitos de pigmentação;
patches; prognatismo superior ou inferior e enogmatismo. Mais
de 10% de despigmentaçáo no nariz ou na borda das
pálpebras. Olhos azuis. Os cães com essas faltas,
não deverão ser premiados.
DESQUALIFICAÇÕES: albinismo, criptorquidismo,
cegueira, surdez e monorquidismo.
ORGÃOS SEXUAIS: os machos devem apresentar
dois testículos bem desenvolvidos, dentro da bolsa escrotal.
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O Dálmata com a variação
de cor marrom (gene recessivo), nunca será tricolor.
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A marcação patche,
é uma mancha de tamanho maior, textura aveludada, que
já é visível quando o filhote nasce, ao
contrário da marcação característica,
que vem aparecendo à medida que o filhote cresce.
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Marcha: O comprimento da passada deve ser
proporcional ao tamanho do animal; constante ritmo 1, 2, 3,
4, como na montagem cadenciada do passo militar. As pernas dianteiras
não devem remar, nem devem ter aparência de escarranchadas.
As pernas traseiras não devem cruzar, nem se entrelaçar
à marcha; o Juiz deve poder ver cada perna se movimentar
sem interferéncia das demais. Boa propulsão e
alcance das passadas é absolutamente necessário.
Jarretes de vaca constituem falta grave.
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Escala de pontos da raça:
1 - Cor e marcações 25 pontos
2 - Movimentação 10 pontos
3 - Tamanho, aprumos, etc 10 pontos
4- Cabeça e olhos 10 pontos
5 - Pescoço e ombros 10 pontos
6- Corpo, dorso, peito, lombo 10 pontos
7 - Membros - (ant. e post.) 10 pontos
8- Pelagem 05 pontos
9 - Orelhas 05 pontos
10 - Cauda 05 pontos
Algumas considerações sobre a raça Dálmata
Marcação
Criadores, juízes e estudiosos na raça dão uma importância primordial à marcação, principal característica da raça, e empenham-se em garantir a preservação das pintas que ainda hoje distinguem o Dálmata de todos os outros cães O zelo é muito grande chegando ao requinte de não somente dar valor as pintas: elas precisam ser perfeitas para destacar a elegância do cão. A preocupação com as pintas chega ao ponto de determinar o tamanho ideal que devem ter, bem como a sua forma, distribuição e coloração correta.
O primeiro padrão, escrito em 1886, na Inglaterra, atribuía 40 pontos à marcação do cão, enquanto todos os outros oito aspectos juntos somavam 60. Isso significa que, ao participar de uma exposição de beleza, os cães com pintas bem distribuídas eram os mais bem pontuados. O padrão atual do American Kennel Club, nos EUA, dá a maior importância à distribuição e ao tamanho das pintas num julgamento. A Federação Cinológica Internacional (FCI) também sempre valorizou a boa marcação. As pintas devem ser as mais redondinhas possíveis, bem definidas, em cor preta ou fígado sobre branco puro, sem mistura de cores e menores nas extremidades (cabeça, patas e cauda). Muitas pintas juntas, formando "cachos de uva", também são indesejáveis.
No padrão mais recente foram introduzidas diversas faltas desqualificantes. Muitas relacionadas a defeitos de marcação. O presidente do Comitê de Padrão da FCI, Juan Morris Pachoud, enfatiza que parte importante das mudanças destina-se ao melhor controle das famosas pintas. O padrão determina, por exemplo, que elas devem ter entre dois e três centímetros e, nas extremidades (cabeça, patas e cauda), devem ser menores. Essa precisão veio substituir a descrição anterior, que dizia que o tamanho das pintas do Dálmata podia variar entre o da moeda de 50 centavos e o da de cinco francos franceses. Grandes manchas, ou patches - sinônimo de mancha, em inglês-, nome que é usado também pelos criadores brasileiros (a França chama de "placas"), são motivo de desqualificação. Cães com essa marcação já nascem assim, ao contrário das pintas características, que começam a aparecer a partir dos 15 dias , concluindo ao redor do primeiro ano..
Marcação em monóculo (grandes manchas redondas ao redor dos olhos) também conhecida como "marcação pirata" é considerada uma falta desqualificante. O mesmo vale para um Dálmata que simultaneamente tenha pintas pretas e outras de cor fígado, os tricolores. Também são desqualificados exemplares com pintas amarelas (limão).
O antigo padrão não comentava nada sobre Dálmatas com olhos azuis. Apenas dizia que os olhos deviam ser escuros nos cães pretos, e âmbar nos fígado. Agora eles também fazem parte das faltas desqualificantes. Segundo Pachoud, há evidências de que olhos azuis são indícios de um começo de despigmentação. Cães assim tendem a apresentar lábios e nariz rosados e, em alguns casos, até surdez. "Parece haver uma ligação genética entre olhos azuis e surdez", diz Pachoud. "Cerca de 25% dos Dálmatas europeus têm algum tipo de surdez, total ou parcial", estima. Ele explica, ainda, que dificilmente se detecta surdez parcial sem recorrer a exames específicos. Brian Leonard, diretor do The Kennel Club, na Inglaterra, confirma a estatística. O problema é tão sério que no ano passado o clube, em associação com a entidade filantrópica Charitable Trust, investiu boa parte dos US$ 495 mil, destinados a pesquisas genéticas, no estudo das causas de surdez na raça.
PESO E ALTURA
O novo padrão incluiu também o peso ideal para a raça (entre 24 e 27 quilos) e reduziu a altura mínima permitida. Segundo esse padrão, o Dálmata hoje deve ter entre 56 a 61 cm (machos) e 54 a 59 cm (fêmeas); o anterior permitia altura entre 58,4 e 61cm para machos e entre 55,9 e 58,4cm para fêmeas. Alguns criadores, como Pellizari, comemoram o fato de poder contar com essa maior flexibilidade. "Ficou mais fácil usar cães norte-americanos, mais baixos, porém muito harmoniosos para melhorar a criação", diz. Antes, usar um macho americano significava correr o risco de ter filhotes menores do que o desejável pelo antigo padrão. Isso porque, nos EUA, os Dálmatas medem entre 48,2 e 58,4cm.
A decisão de permitir cães menores foi adotada devido à constatação de que existem excelentes Dálmatas também entre os de menor porte. A determinação de peso no padrão garante a elegância da raça, pois combinado à altura resulta a harmonia das formas. "Foi um passo importante para obter Dálmatas cada vez mais proporcionais, mas pode ainda ser aprimorado no futuro, ampliando as possibilidades de pesos", diz a criadora italiana Fiorella Mathis. "Outra modificação que poderá ocorrer em breve é em relação à dentição, pois há muitos Dálmatas com perda de dentes e mordedura errada", completa.
Sheila Stevenson, secretária do Clube do Dálmata na Inglaterra, esclarece que o padrão inglês, redigido pelo The Kennel Club, permanece inalterado. Ele era adotado pela FCI e ainda está em vigor no Brasil - a data original dele é de 1988, mas foi traduzido para o português em 1994. |