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Saluki o cão sagrado do Islamismo

O Saluki é um cão de companhia, de porte médio e temperamento muito forte. Tem características peculiares, é inteligente e independente. Não gosta de muitos mimos e não atende aos chamados ou ordens de qualquer um. Se puder, nunca o faz. A não ser que algo lhe interesse. É também muito doce se realmente se sente amado. Mas, com certeza, toda as regalias, obrigatoriamente, serão primeiramente oferecidos a eles. Se adaptam com outros cães de raças diversas, porém sendo eles a liderar.

Em relação ao seu visual, a primeira vista, quem os vê e não conhecem, levam um choque pela sua, aparente fragilidade, visto serem extremamente magros com uma aparência de fragilidade . Porém, numa segunda mirada se nota seu porte altivo: movimentos absolutamente harmoniosos, com uma andadura característica de quem caça gazelas, lebres. Daí sua fantástica corrida. Seu dorso arqueado com as costelas a vista e os ilíacos a mostra é outra característica da raça. Aliás, toda essa imagem aparentemente grotesca é o que o diferencia das outras raças, é o que atrai. Porém é inquestionável a sua nobreza elegância e altivez.

Apesar de não demonstrarem a todo instante seu carinho com seus amigos ( o Saluki não tem dono e sim amigos eleitos por ele), eles são muito ligados e gentis com os donos. Por ser um cão muito sensível, não tolera repreensões muito agressivas. Sua demonstração de afeto também é muito peculiar.

O máximo que fazem é abanar o rabo. Podem, ainda, esfregar rapidamente a cabeça ou encostá-la na pessoa como forma de cumprimento. O Saluki sente a falta daqueles que ama. Ao se sentir só é capaz de chorar e fazer um lamento de causar dó. E quando seu amigo chega podem virar-lhe a cara em sinal de protesto

A sua pelagem é lisa e sedosa com franjas nas orelhas. As cores podem ser: branco, acinzentado, bege, dourado, vermelho, preto e castanho, cinza e castanho e tricolor (preto, branco e castanho), incluindo todas as variações.Mede de 58 a 71 cm.

Gostam de uma verdadeira mordomia fazendo questão de ficarem em lugares confortáveis e macios. Um bom cochilo ficará ainda melhor se o Saluki estiver deitado numa cama, poltrona ou almofada.

Precisam se movimentar diariamente e, pelo menos uma vez por semana, correr em áreas livres.

Origem e História

Pode-se afirmar que o Saluki é a mais antiga raça de cães domésticos, já que existem registros de sua existência em tumbas egípcias datadas de milhares de anos antes de Cristo.

Esta é a única raça aceita pelo Islamismo, que a considera um presente de Alá — por isso, o Saluki recebe o nome de El Hor ("O nobre").

Popular no Irã, país ao qual se credita sua origem, bem como no restante do Oriente Médio e Ásia, o Saluki é pouco difundido em outras partes do mundo.

Seu nome provém da cidade árabe desaparecida Saluk, que significa "o nobre". Muito antigo, acredita-se que descende do Canis familiares leineri. Exemplares já muito semelhantes aos Salukis atuais aparecem em esculturas e gravuras de tumbas egípcias e mumificados ao lado dos corpos de faraós.

Os muçulmanos, que segundo seu livro sagrado, Alcorão, consideravam o cão um bicho impuro, abriram uma exceção apenas ao Saluki. Diziam que ele era um "presente de Alá", uma benção ao seu dono e família. Não podia ser vendido nem trocado. Caso contrário, a pessoa seria amaldiçoada. Quando os filhotes nasciam com uma mancha branca na cabeça, consideravam-no duplamente abençoado – a marca era "o beijo de Alá". Tinha também o privilégio de dormir dentro da tenda junto aos sheiks. A raça só chegou ao Ocidente no século XIX.

 


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